quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

bora vetar os preconceituosos

Hoje o Sergio Ripardo, jornalista da Folha de São Paulo que escreve a coluna Destaques GLS e acabou de lançar o Guia GLS São Paulo, divulgou três estabelecimentos que apesar de serem freqüentados pelo público gls se negaram a ver o seu nome ligado a eles.

Um deles, o Formula 1, foi o mais claro, disse que não queria ter o nome ligado para não perder clientes. Já o Santo Grão, disse que não gostar de rotulos, seja lá qual for e tampouco pessoas namorando em seu café, heteros ou gays. E a Ofner disse não estar interessada no tipo de mídia "guias".

O Formula 1 é usado como motel por gays e heteros e fica com esse papinho? Fora que o da consolação, pelo menos nos finais de semana, uma boa parcela do seu público é sim GLS. Mas pelo menos ele foi sincero, como verá na declaração abaixo.

O Santo Grão também sempre está cheio. Ou vai me dizer que nunca encontrou um conhecido do meio por lá? Esse papo é muito esfarrapado, até porque se fosse o rótulo em questão fosse Guia para encontrar gente bonita em São Paulo, com certeza eles iriam fazer questão de participar.

A Ofner não é a primeira vez que faz isso. Além disso, toda empresa sempre luta por publicidade grátis, porque não aceitar participar de um guia. Aliás, a Ofner está sempre nos semanais da Folha e Estado e no Guia Comer e Beber da Veja São Paulo.

Dos três, eu só não sou cliente do Formula 1, mas não se deve esquecer que ele integra a rede Accor de hotéis, com nomes como Ibis, Sofitel e os famosos Ticket Restaurantes. Já os outros, vou fazer questão de evitar ter de consumir neles, e sofrer sem os meus cafés noturnos na Ofner da Campinas ou do Itaim. Paciência.

As declarações:
"Eu não gostaria que o endereço e o nome do hotel entrasse no guia GLS. Os hóspedes do Formule 1 são em sua maioria homens executivos (com exceção do feriado de Corpus Christi) e por isso não quero que o nome da unidade esteja vinculado a GLS, pois os clientes podem confundir ou mesmo ter um certo preconceito"
Juliana N. Consoline, da Voice Comunicação Institucional, assessoria do hotel Formule 1 da av. São Paulo

"Infelizmente tenho muitos preconceitos. Acho que pessoas que se acham GLS’s são pessoas que se acham GLS’s. Pessoas que se acham judeus são pessoas que se acham judeus. Pessoas que se acham católicos são pessoas que se acham católicos. Neozelandês como neozelandês etc. (eu nasci na Nova Zelândia). Pessoalmente gosto de pessoas que não se acham. Uma pessoa que está se achando é uma pessoa que se perdeu, não é? Que não gosto de ver são pessoas namorado. Beijando dentro do Santo Grão. De qualquer sexualidade. Santo Grão é um lugar para conversar, não paquerar."
Marco Kerkmeester, dono do Santo Grão

"No momento não estamos interessados em divulgar nossas lojas, inclusive as 24h nesse tipo de "mídia" (guias), mesmo que gratuito. Para este e para o próximo ano, temos um projeto de "marketing" em andamento e queremos executá-lo na íntegra. Agradeço mais uma vez seu e-mail. Certo de sua compreensão"
Laury Roman, diretor da Ofner

5 comentários:

Gui disse...

Nossa, um show de preconceito.
Ainda mais me espanta o Formule 1, por se tratar de uma empresa internacional e coisa e tal.
Eu, hein...

Homossexual e Pai disse...

pena que no brasil não temos o habito de boicotar este povo!
pode incluir na lista o mestiço que DEUS ME LIVRE aparecer em guia gay e até o RITA que demorou us 10 anospara "sair do armario"
o pior é que as BIS vão continuar deixando seu rico dinhririnho nestes locais!

Alexandre Lucas disse...

A Ofner faz doces enjoativos e antiquados. O Santo Grão só tem pose... Pena o Formule 1!

Com certeza vão perder parte do pink money :)

Alberto Pereira Jr. disse...

o mais engraçado é que boa parte dos lucros desses estabelecimentos é do público gls...

Anônimo disse...

Frequento o Santo Grão e conheço o dono Marco.
O Santo Grão é um lugar para estar e não para ser.
Essa é a filosofia de lá.
Estejam à vontade, sejam se quiserem.