segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

e a crise?

Muito vem se falando de crise, mas por enquanto, somente vem sentindo ela diretamente os exportadores e o pessoal do mercado financeiro ligado às áreas de investimento.

Na questão do consumo, a freada mais forte se deu na questão dos automóveis financiados. Por enquanto, a farra das Tucsons em 72 parcelas de R$ 800,00 chegou ao fim, mas as vendas de produtos mais acessíveis, e que no imaginário do consumidor não são grandes compras, como eletrodomésticos, televisores de plasma e LCD e notebooks continuam com grande procura.

Até mesmo o setor imobiliário, pelo menos nos meus contatos, o pessoal não vêm sofrendo, até porque muito investidor que foi se arriscar na bolsa está voltando para os imóveis.

Entretanto, as coisas não são simples assim. Em um artigo esplendido, publicado sexta-feira passada, 9 de janeiro de 2009, no Valor Econômico, o André Lara Resende explica muito bem a origem da crise, as atitudes tomadas pelo Fed e os riscos das mesmas (apesar das diferenças familiares - não do ramo Diniz, como economista ele manda bem, é preciso reconhecer) .

Ao concluir o texto, ele fala sobre o que pode se esperar do Brasil:
Estamos relativamente bem, ajudados tanto pelo dever de casa feito nos últimos anos, como pela sorte de termos chegado tarde para a festa. Fora do epicentro, seremos atingidos de forma menos intensa, mas sobretudo defasada. Para o Brasil, a crise começou no último trimestre de 2008, quando a quebra do Lehman Brothers interrompeu o crédito comercial internacional. Não vamos, entretanto, nos iludir: seremos duramente atingidos.

Claro que se deve tomar certos cuidados, afinal, o André tem uma tendência a ser pessimista. Quem o conhece sabe muito bem que o motivo de ele ter se mudado para Londres era o mesmo da Regina Duarte. Graças à Deus ambos erraram e o PT manteve a política econômica do FHC. Lula bem que poderia aproveitar a desculpa da "marolinha" para fazer um bom corte nos servidores não-concursados. Será difícil, pois, causaria uma boa racha no PT, mas ajudaria muito o país.

O artigo completo segue no post abaixo. É longo e para quem não tem conhecimentos em economia pode ser um pouco massante. Vale para entender melhor a doença e as intervenções médicas efetuadas pela forma didática em que foi escrito.

3 comentários:

SAM disse...

Maravilhoso post!

Eu também tenho essa impressão de que vamos sofrer bem menos que os outros!

Aliás, só pra avisar, se você continuar falando de economia assim me apaixono ok? kkk

beijao!

Alexandre Lucas disse...

Fé?

Gui disse...

Eu quero é arrumar um marido herdeiro pra nao precisar me preocupar com essas coisas...