Okay, não se pode negar que o pessoal que trabalha com exportação esteja sofrendo um pouco (sim, um pouco porque o dólar subiu e ajudou muitos a combater a queda nas vendas) mas geral está se dando muito bem por aqui.
Meus clientes continuam com seus projetos, construindo novos prédios, aprovando novos loteamentos, adquirindo novas máquinas e conseguindo capital de giro no mercado oficial com taxas bem próximas de agosto de 2008.
E o pessoal continua comprando, principalmente bens de pequeno valor. Prova disso é o Grupo Pão de Açúcar, cujas vendas e lucros continuaram crescendo, mostrando que a crise não chegou como nos Estados Unidos.
Pelo andar da carruagem, a crise irá afetar alguns pontos do país, como São José dos Campos, com a demissão de mais de 4 mil pessoas da Embraer. Além de tirar essas pessoas do consumo, fornecedores da empresa também deverão enxugar suas estruturas e demitir, podendo causar uma crise na cidade.
Fora esses casos isolados, o povo continua gastando. As baladas ainda lotam, os restaurantes têm filas de espera e as lojas mais populares estão cheias.
Minha dúvida é com relação ao Shopping Cidade Jardim. O público alvo dele é aquele que mais perdeu com a crise, os executivos, em especial do mercado financeiro, que ganhavam bônus espetaculares e torravam tudo em grifes caras para gritar ao mundo o seu sucesso.
A Daslu já demitiu umas 100 pessoas e vem fazendo mais uma reestruturação interna para segurar seus custos pela queda das vendas.
O povão e a classe média sequer está sentindo a crise. Pelo menos aqui por São Paulo.