Saiu hoje uma reportagem sobre a queda da venda de destilados por influência, principalmente, da elevação do IPI para "bebidas quentes".
Segundo o Valor Econômico, "o brasileiro está este ano consumindo menos destilados, como uísque e vodca. A única exceção é a cachaça."
A razão, segundo os produtores, está no fato de a vodka e o whisky terem a suas vendas através de bares e restaurantes em 40%, enquanto que a cachaça concentra a sua distribuição nessa área em 80% das vendas.
Isso porque nos bares e restaurantes, se vende a dose, que por já ser superfaturada (em alguns casos o preço da dose paga a garrafa), o repasse do aumento não foi passado para o consumidor. Além de a cachaça custar bem menos do que os demais destilados.
Acho um um bom momento para se repensar nos preços absurdos cobrados por algumas casas noturnas com relação às bebidas?
Não digo para não terem lucro (é essencial), mas algo mais real. Antigamente culpavam a consumação mínima. Como não havia um preço de entrada, ela era incluída indiretamente nos preços das bebidas.
Depois, veio a questão da lei (que NUNCA proibiu tal cobrança, apenas determinou que ela não pode ser a única forma) e as casas passaram a transformar o valor cobrado pela consumação mínima como entrada e mantiveram os preços das bebidas.
Pior. Alguns lugares tem a pachorra de cobrarem uma fortuna por bebidas falsificadas.
Ao mesmo tempo, as casas não vem dando o retorno necessário ao cliente, afinal, o mínimo que se exige é segurança e pelo número de assaltos ocorridos sem que aparentemente nenhuma atitude seja tomada pelo estabelecimento, e agora com esse caso de espancamento ocorrido na Cantho no último domingo, onde um amigo da vítima deve de ir até lá para socorrer (mais no Vipado, Tony, Lindinalva, Gui, Carioca e MixBrasil) esse assunto tem de ser colocado em voga e um boicote tem de ser feito junto à Cantho para mostrar a indignação dos clientes, mesmo de pessoas como eu, que nunca colocaram os pés lá.
Poderia começar pelos sites que divulgam baladas, mostrando que têm dignidade e um pouco de independência, cancelando toda e qualquer divulgação da Cantho e negando inclusive anúncios pagos. Ao menos até um pronunciamento digno explicando o seu lado da história.
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quarta-feira, 17 de junho de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
bora boicotar
Agora que foi reconhecido o caráter homofóbico na propaganda YMCA dos Doritos pela Almap/BBDO, entro oficialmente no boicote dos produtos da Pepsico.
São eles:
Doritos
Lipton
H2oh
Pepsi
Gatorade
Elma chips (aka Ruffles, Fandangos, Cheetos, Baconzitos, Cebolitos, etc)
Todynho
Coqueiro
Quaker
Seria interessante que essa questão fugisse do meio virtual e atingisse, principalmente, as casas noturnas, bares e restaurantes friendlys, afinal, lá são vendidas as maiorias dos produtos da Pepsico.
Então The Week, Flexx, Bubu, SoGo, D-edge, Vegas, Gambiarra, Galeria, Le Boy, 00, Sonique, Volt, Piaf, Vermont, Dida, Gourmet, Spot, Ritz, L'Open, Piola, Koni e Felice - tratem de mostrar o respeito pelos seus clientes e parem de vender as bebidas da Pepsico, ao menos nesta semana.
Caso tenham contrato de exclusividade, empurrem outras opções para seus clientes, para derrubar as vendas e fazê-los sentir no bolso como é caro enganar o consumidor.
OBS: Importante lembrar que a coisa extrapola a questão da homofobia. A Pespsico e a Almap/BBDO negaram que usaram a música como hino gay mas como uma música antiquada. Entretanto, no anuário do Clube de Criação de São Paulo, ao narrar o comercial o texto traz a seguinte informação: No rádio toca "YMCA" - música do Village People, mundialmente conhecida como símbolo gay. Portanto, a Pepsico e a Almap/BBDO mentiram para os seus consumidores e isso é muito, muito feio, e por tal ato infantil deverão pagar caro.
PS: Ilustração chupinhada do uomini.
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